Portugal poderá garantir mais sete Cátedras UNESCO “num futuro próximo – MNE

Portugal poderá garantir mais sete Cátedras UNESCO “num futuro próximo – MNE

Lisboa, 10 maio (Lusa) – A constituição de mais sete Cátedras UNESCO em Portugal poderá ser concretizada num futuro próximo, um elemento “muito positivo” no âmbito da missão desta organização das Nações Unidas, referiu hoje em Lisboa o ministro dos Negócios Estrangeiros.

“Neste momento julgo haver propostas para a constituição de mais sete Cátedras UNESCO em Portugal, o que quer dizer que pode acontecer que mais que duplique no futuro próximo, o número de Cátedras UNESCO existentes em Portugal. Isso é um elemento muito positivo”, considerou Augusto Santos Silva, que participou na celebração dos “25 anos do Programa Cátedras UNESCO), na Fundação Calouste Gulbenkian.

Na sua intervenção de abertura, o chefe da diplomacia recordou que estas Cátedras UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) integram “três ou quatro características essenciais”, que enumerou.

“Portugal chegou relativamente tarde a esse programa visto que a primeira Cátedra que se iniciou em Portugal foi a cátedra de bioética na universidade Católica portuguesa em 2009, em Portugal só daqui a dois anos é que comemoraremos a primeira década das cátedras portuguesas no programa das cátedras UNESCO”, recordou Augusto Santos Silva.

O ministro referiu, contudo que estão “bem distribuídas” pelo território continental as seis cátedras existentes, três das quais iniciaram as suas atividades em 2016.

O programa UNITWIN/Cátedras UNESCO foi estabelecido em 1992 e reúne hoje mais de 700 instituições em 116 países, tendo sido lançado com os objetivos de desenvolver e divulgar o conhecimento em áreas temáticas específicas, através da cooperação entre instituições académicas, e com a sociedade civil.

Outro dos objetivos consiste em contribuir para intensificar a “cooperação Norte-Sul; Sul-Sul; Norte-Sul-Sul”, através da criação de polos de excelência e inovação, ou ainda de contribuir para a prossecução de uma Cultura da paz e de desenvolvimento sustentável.

Nesta perspetiva, o ministro dos Negócios Estrangeiros assinalou ainda o facto de as atividades das cátedras portuguesas UNESCO “valorizar muito a colaboração com entidades educativas, cientificas, patrimoniais, ou de outra natureza pública, de diferentes países. Não só os países de língua portuguesa como também outros países” e enalteceu a “orientação para o futuro” destes programas.

O chefe da diplomacia também não deixou de aludir à já anunciada candidatura de Portugal ao Conselho executivo da UNESCO (2017-2021) cuja eleição é em novembro de 2017, no ano em o país termina o seu mandato como Comité do património mundial desta organização das Nações Unidas.

“Pertencemos a um grupo de votação, o chamado grupo ocidental, concorremos neste caso e felizmente sempre com países muito amigos, candidaturas muito fortes, mas confiamos também no valor da nossa candidatura. Porque essa candidatura representa sobretudo o facto de Portugal gostar de assumir todas as responsabilidades que são as suas enquanto membro do sistema internacional das Nações Unidas e em particular enquanto membro da UNESCO”, assinalou.

*** Serviço áudio e vídeo disponível em www.lusa.pt ***

PCR // ANP

Lusa/Fim

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